A produção literária em portugal

Prosa: A crônica de Fernão Lopes

Crônica é o nome que se dá à narração dos feitos da nobreza na idade média. Fernão Lopes foi incumbido de escrever sobre os acontecimentos de diversos períodos históricos. Com estilo simples, elegante e coloquial,Fernão Lopes reconstruiu a história dos reis de Portugal. Relatou a vida dos trabalhadores nas aldeias, as festas na cidade, a decadência, apesar de himanira da aristocracia e a Revolução de Avis com imparcialidade e rigoroso trabalho de pesquisa e investigação. Espírito crítico, humanista e nacionalista, buscava uma visão de conjunto da sociedade portuguesa. Foi o primeiro historiador e o primeiro portuguêsNarrava os fatos mais longínquos através de diálogos e retratos psicológicos, em um estilo elegante, elaborado, sóbrio, sem maneirismo ou afetações.
No fragmento a seguir (em português moderno), Fernão Lopes narra a vingança do Rei D. Pedro I (de Portugal) contra dois dos responsáveis pela condenação de Inês de Castro à morte. Caracterizapsicologicamente o monarca como frio e sanguinário e narra o suplício a que submeteu Álvaro Gonçalves e Pero Coelho.

 Poesia: poesia palaciana

Reúne a produção poética de três reinados. É a evolução sobre o trovadorismo provençal: a poesia separa-se da música, o troador cede lugar ao poeta. Estressa, às vezes, a frivolidade da vida palaciano e o artificialismo.
Fala-se do amor, criam-se poesias satíricas, poesias religiosas e poemetos narrativos.
Separada do canto, a poesias busca seu ritmo e sua expressão linguagem. O poeta vale-se agora do tema, desenvolvido ou poetado, na glosa.

-Teatro: Medieval e Popular de Gil Vicente

Vivendo em plena crise dos valores medievais, Gil Vicente é um autor que, apesar de humanista, ainda permanece mais voltado para a tradição do que para a modernidade.
Seu teatro tem caráter popular e se utiliza dos temas da Idade Média, como as narrativas de origem cavaleiresca, o lirismo da cantigas, os quadros religiosos medievais (ministério e milagres) encenados em datas como Natal e Páscoa.
Gil Vicente sempre foi extremamente crítico para com a sociedade do seu tempo, retratando-a com mordacidade e comicidade extremas, que não perdoam nem a fidalguia, nem a plebe, nem a burguesia ou o clero, mesmo sendo católico de profunda fé cristã, aspecto esse que aparece em sua obra.
Suas principais peças são: Auto da Barca do Inferno, Auto da Lusitânia, A farsa de Inês Pereira.


Postado por Karen Alves

Deixar um comentário

Curta no face

Receba resumos pelo e-mail

Coloque aqui o seu endereço de e-mail e receba nele explicações e resumos de matérias: